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10 de dezembro de 2024
O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, com impacto direto em suas vidas e na de suas famílias. Entender os aspectos que envolvem o TEA é essencial para profissionais de saúde, educadores e para todos os que desejam fazer a diferença na sociedade. Pensando nisso, o Dr. Salomão desenvolveu um curso 100% online e gratuito que oferece uma abordagem clara, prática e detalhada sobre o tema. O que o curso oferece? Este curso foi cuidadosamente planejado para proporcionar uma experiência de aprendizado rica e acessível, com: Carga horária completa: 8h57min de aulas divididas em 16 módulos. Formato acessível: Todo o conteúdo é online, permitindo que você estude no seu ritmo, de onde estiver. Conteúdo atualizado: Desde os registros históricos do TEA até os desafios e perspectivas futuras, o curso traz uma visão abrangente e pragmática sobre o tema. Quem pode se beneficiar? O curso é ideal para profissionais das áreas de saúde e educação, como médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e professores. Mas também é indicado para pais, familiares e pessoas que desejam compreender melhor a condição para aplicar o conhecimento em seu dia a dia. Por que este curso é importante? O TEA ainda é alvo de muitas dúvidas, estigmas e desinformação. O curso busca desmistificar a condição e oferecer ferramentas práticas para que os participantes possam: Reconhecer os sinais do TEA em diferentes idades. Compreender os desafios enfrentados por pessoas com TEA e suas famílias. Contribuir para a inclusão e o suporte adequado em diferentes contextos. Como se inscrever? As inscrições são simples e rápidas! Acesse o link abaixo e garanta sua vaga: https://materiais.schwartzman.com.br/inscricao-curso-transtorno-do-espectro-do-autismo-tea
Por Gustavo Grandjean 18 de outubro de 2024
A Síndrome de Rett é uma doença neurológica rara, causada por uma mutação genética, que afeta principalmente meninas. Em casos raros, pode ocorrer em meninos, mas, nesses casos, geralmente leva ao não nascimento da criança devido à gravidade da condição. Os sinais da síndrome se manifestam por volta do primeiro ano de vida, quando a criança começa a perder progressivamente suas funções motoras e cognitivas. Após um período inicial de desenvolvimento normal, as crianças com Síndrome de Rett passam a apresentar movimentos involuntários ou repetitivos, especialmente com as mãos, além de dificuldades para andar e falar. Uma característica marcante dessa síndrome é a perda de habilidades motoras e de controle sobre os movimentos, que afeta a capacidade de realizar atividades cotidianas. Além disso, a comunicação verbal é prejudicada, fazendo com que muitas das palavras aprendidas sejam esquecidas. No entanto, um detalhe crucial é que, apesar dessas dificuldades, o olhar das crianças com Síndrome de Rett é profundamente comunicativo, sendo uma via importante para expressar emoções e desejos. Tratamento: O Avanço Promissor, Mas Ainda Desafiador Até recentemente, o tratamento da Síndrome de Rett era focado apenas no manejo dos sintomas, sem medicação específica para a doença. Em março de 2023, uma notícia trouxe esperança: o medicamento DAYBUE (trofinetide) foi aprovado pela FDA (Food and Drug Administration), nos Estados Unidos, como o primeiro e único tratamento específico para a Síndrome de Rett. Embora DAYBUE tenha demonstrado potencial para melhorar alguns dos sinais e sintomas da síndrome, seus efeitos ainda são considerados modestos, e o custo elevado do tratamento limita seu acesso para muitas famílias. Mesmo assim, essa aprovação representa um avanço significativo no combate à doença, abrindo portas para novos estudos e tratamentos mais acessíveis no futuro. Estratégias de Comunicação e Aprendizado Lidar com crianças com Síndrome de Rett é um desafio constante, tanto para os pais quanto para os profissionais de saúde. Entretanto, com as estratégias corretas, é possível promover o desenvolvimento dessas crianças e melhorar sua qualidade de vida. Uma das abordagens mais eficazes envolve a criação de sistemas de comunicação alternativos, adaptados para cada criança. Esses sistemas podem incluir placas com desenhos ou palavras que ajudem a criança a expressar suas necessidades e desejos. É importante lembrar que, embora a fala seja comprometida, o olhar dessas crianças permanece um poderoso meio de comunicação. Com o acompanhamento adequado, as crianças podem aprender a usar esses sistemas para interagir de forma mais eficiente com o mundo ao seu redor. Conclusão A Síndrome de Rett ainda impõe grandes desafios, tanto no diagnóstico quanto no tratamento. No entanto, os avanços no campo da medicina, como o desenvolvimento do DAYBUE, mostram que estamos caminhando na direção certa. Enquanto isso, as estratégias de comunicação, como o uso de sistemas simples e o aproveitamento do olhar expressivo das crianças, continuam sendo ferramentas essenciais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias. Com o suporte adequado, é possível construir uma rotina que, apesar das limitações, valorize cada conquista e permita que a criança explore o mundo ao seu redor da melhor maneira possível.
26 de setembro de 2024
O desenvolvimento infantil nos primeiros anos de vida é marcado por uma série de marcos importantes, como a comunicação, a interação social e o comportamento. Em alguns casos, atrasos nesse desenvolvimento podem sinalizar condições como o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Detectar os sinais precoces do autismo em bebês, especialmente antes dos 18 meses, pode fazer uma diferença significativa no futuro da criança, permitindo que ela receba intervenções eficazes e precoces que promovem mais qualidade de vida e autonomia. A Importância do Diagnóstico Precoce O diagnóstico precoce do TEA é crucial porque permite que intervenções sejam iniciadas ainda nos primeiros anos de vida, quando o cérebro está em uma fase de alta plasticidade e mais receptivo a estímulos. As pesquisas científicas demonstram que crianças com autismo que passam por intervenção precoce apresentam melhorias significativas na socialização, na comunicação e nas habilidades cotidianas, como brincar, interagir com outras pessoas e até cuidar de si mesmas. Essa intervenção pode facilitar o desenvolvimento de independência ao longo da vida. Por isso, é essencial que os pais, cuidadores e profissionais de saúde estejam atentos aos sinais de autismo desde os primeiros meses de vida. Embora cada criança tenha seu próprio ritmo de desenvolvimento, há comportamentos específicos que podem sugerir a presença de TEA. Sinais de Autismo em Bebês É importante lembrar que os sinais de autismo em bebês podem ser sutis, mas observar atentamente o desenvolvimento do bebê pode revelar comportamentos que indicam a necessidade de uma avaliação mais detalhada. Alguns dos sinais mais comuns incluem: Pouco contato visual : bebês com TEA podem evitar olhar nos olhos das pessoas, inclusive durante momentos íntimos, como a amamentação. Ausência de resposta ao ser chamado : por volta dos 12 meses, a maioria dos bebês neurotípicos (não autistas) já responde quando chamados pelo nome. Crianças com autismo, por outro lado, podem não reagir a esse estímulo. Falta de sorriso social : o "sorriso social", aquele que acontece quando um bebê sorri em resposta ao sorriso de outra pessoa, pode estar ausente. Baixa interação com objetos : bebês com TEA podem não acompanhar objetos em movimento com os olhos, nem compartilhar atenção com os outros. Pouco balbucio : enquanto muitos bebês começam a balbuciar e a imitar sons por volta dos 6 a 12 meses, crianças com autismo podem não demonstrar esse comportamento ou balbuciar pouco. Ausência de gestos : gestos comuns, como apontar, acenar ou imitar ações de adultos, podem estar ausentes. Comportamentos extremos : o bebê pode ser excessivamente quieto ou, ao contrário, muito agitado. Sensibilidade ao toque : alguns bebês com TEA podem não gostar de toques ou abraços, uma característica que pode estar relacionada a questões sensoriais. Movimentos repetitivos : bebês com autismo podem apresentar movimentos repetitivos ou atípicos. Apego incomum a objetos : em vez de se interessarem por pessoas, esses bebês podem demonstrar um apego incomum a certos objetos. A Evolução do Diagnóstico É importante destacar que os sinais de TEA podem variar amplamente, tanto em intensidade quanto em forma, e não são exclusivos de uma faixa etária específica. Algumas crianças com autismo podem se desenvolver de forma típica até os primeiros anos, adquirindo linguagem funcional e habilidades sociais, mas podem experimentar uma regressão nesses aspectos. Por isso, é essencial que todas as crianças sejam avaliadas para identificar atrasos no desenvolvimento e deficiências durante as consultas médicas de rotina. Conclusão A atenção aos sinais sugestivos de autismo é fundamental para garantir que bebês e crianças recebam as intervenções necessárias o quanto antes. O diagnóstico precoce não apenas melhora as perspectivas de desenvolvimento da criança, mas também traz alívio e orientações valiosas para os pais e cuidadores. Se você notar alguns desses sinais em seu filho, é importante procurar orientação de um pediatra ou especialista em desenvolvimento infantil para uma avaliação mais aprofundada. Quanto mais cedo a intervenção, maior a chance de proporcionar à criança um futuro com mais independência, autonomia e integração social.
13 de agosto de 2024
Medicar crianças com transtornos neuropediátricos é uma tarefa que exige cuidado, atenção e um entendimento profundo das necessidades de cada paciente. A seguir, apresentamos um guia completo sobre o diagnóstico e tratamento, enfatizando a importância de um enfoque personalizado. Diagnóstico e Tratamento Personalizado O primeiro passo no tratamento de crianças com transtornos neuropediátricos é um diagnóstico preciso. Isso envolve a identificação dos sintomas específicos de cada criança, o que é crucial para a escolha do tratamento adequado. Os medicamentos devem ser selecionados com base na eficácia comprovada e em seu perfil de segurança, buscando sempre aqueles com menor potencial de efeitos adversos. Envolvimento dos Pais e Acompanhamento Médico O envolvimento dos pais no processo de tratamento é fundamental. A comunicação clara e eficaz com os responsáveis ajuda a garantir que todos compreendam as diretrizes do tratamento e as expectativas em relação à medicação. Além disso, o acompanhamento médico contínuo é vital para avaliar a eficácia do tratamento e monitorar quaisquer efeitos colaterais, prevenindo assim o uso excessivo de medicamentos. Uso Responsável de Medicamentos em Crianças A prescrição de medicamentos para crianças deve ser feita de forma criteriosa. Os médicos devem considerar apenas as indicações aprovadas pela Anvisa e a FDA dos Estados Unidos e evitar o uso off label, a menos que seja estritamente necessário e bem fundamentado. É essencial que os profissionais de saúde informem as famílias sobre os medicamentos recomendados, incluindo potenciais efeitos colaterais e a importância de seguir as orientações médicas. Tratamentos Associados aos Transtornos Neuropediátricos No contexto do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), por exemplo, alguns medicamentos frequentemente discutidos incluem o Aristab (Aripiprazol) e a Riisperidona. Além disso, abordagens psicoterapêuticas como a Análise Comportamental Aplicada (ABA) e a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) desempenham um papel importante no tratamento. A avaliação neuropsicológica também é um componente essencial, pois contribui para um diagnóstico mais preciso e para o desenvolvimento de um plano de tratamento eficaz. Abordagem Multidisciplinar e Personalizada A complexidade dos transtornos neuropediátricos, especialmente o TEA, ressalta a importância de uma abordagem multidisciplinar e personalizada. Cada paciente é único e requer uma análise detalhada de suas necessidades, levando a um tratamento individualizado que visa a obter os melhores resultados possíveis. Isso envolve a colaboração entre pediatras, neurologistas, psicólogos e outros profissionais de saúde, garantindo que todos os aspectos da saúde da criança sejam considerados. Considerações Finais  Medicar crianças com transtornos neuropediátricos é um processo que demanda responsabilidade e atenção. Um diagnóstico correto, a inclusão dos pais no tratamento e uma abordagem personalizada são fundamentais para garantir o bem-estar e o desenvolvimento saudável da criança. Ao seguir essas diretrizes, podemos oferecer o suporte necessário para que as crianças superem desafios e alcancem seu potencial máximo.
30 de outubro de 2023
Parcela substancial da população apresenta níveis de inteligência inferiores aos considerados normais. A DI se caracteriza pela redução significativa das habilidades cognitivas bem como por prejuízos no comportamento adaptativo, o que leva a dificuldades na interação social, na comunicação, no raciocínio e, por consequência, na aprendizagem de modo geral.  Pode se apresentar em níveis variados de comprometimento, e podem ser reconhecidos os níveis leve, moderado, severo e profundo. Cerca de 85% dos casos são leves, podem passar desapercebidos por muitos anos e ser confundidos com outras condições. O instrumento mais adequado para o diagnóstico de DI é a avaliação neuropsicológica.
30 de outubro de 2023
Não é rara a informação dos pais de que “meu filho é muito difícil” para se referir a várias queixas tais como: “ele é muito inquieto”, “ele não obedece”, “ele não faz o que a gente pede”, “ele cria problemas em vários locais, inclusive na escola, “quando pedimos alguma coisa para ele, a primeira resposta é “não”, “ele não aceita combinados”, “ele só faz o que ele quer” etc. Evidentemente, algumas condições tais como o Transtorno Opositor Desafiador e a Hiperatividade devem ser consideradas e identificadas corretamente para que possam ser tomadas medidas que visem a minimizar as inadequações presentes. No entanto, tenho atendido inúmeras crianças que, apesar de apresentarem queixas como as mencionadas, não preenchem os critérios necessários para definir um diagnóstico definido. Quero chamar a atenção aqui para a existência de “crianças difíceis” que, simplesmente, têm comportamentos que podem realmente incomodar, mas que não tem têm necessariamente “um diagnóstico”. Ainda que não se identifique uma condição específica, intervenções como terapia psicológica e orientação familiar podem reduzir significativamente os comportamentos ditos “difíceis”.
30 de outubro de 2023
Estima-se que cerca de 40% das crianças em idade escolar apresentem algum nível de dificuldade em desempenhar adequadamente as tarefas propostas pela escola. Importante assinalar que não há uma causa comum que explique por que tantos alunos não conseguem aprender, e temos que levar em conta que fatores múltiplos podem estar presentes. Alguns alunos não aprendem por causas diretamente ligadas às escolas: currículos que não levam em conta diferenças individuais na forma como aprendemos, modelos escolares que não atendem a todas as formas de ser das crianças, e mesmo professores pouco capacitados. Não podemos nos esquecer de levar em conta a possível presença de doenças crônicas como um fator importante. Crianças advindas de ambientes familiares que não priorizam a educação e que, portanto, não exercem a parceria fundamental entre escola e família podem apresentar mal aproveitamento acadêmico.  A presença de algumas condições (deficiência intelectual, transtorno do espectro do autismo e TDAH, para citar alguns exemplos) deve ser investigada, e, quando presentes, os procedimentos adequados a cada uma dessas condições deverão ser implementados, incluindo-se possíveis adaptações curriculares.
15 de setembro de 2023
A Deficiência Intelectual (DI) se caracteriza pela presença de limitações significativas no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo, iniciando-se antes dos 18 anos de idade. Os prejuízos presentes variam de quadros severos até aqueles mais sutis que poderão ser de mais difícil identificação. Estima-se que afete cerca de 1,34% da população brasileira, o que significa 2,5 milhões de pessoas. Quando separamos a DI pelo grau de prejuízos presentes, temos que casos considerados leves equivalem a cerca de 85%, 10% são moderados, severos 4% e profundos 2%. Por razões óbvias, os casos com sintomatologia mais grave são aqueles que são mais facilmente e precocemente identificados, mas os casos mais leves, não raramente, não são corretamente diagnosticados e, não infrequentemente, são invisíveis, por assim dizer, frente aos familiares, aos professores e mesmo a alguns profissionais da área da saúde e educação. Há alguns anos atrás, em uma reunião com o então Secretário da Educação do Estado de São Paulo, quando discutíamos a necessidade de melhorar o atendimento às crianças com DI matriculadas na rede estadual de Educação, o Secretário me perguntou: — Afinal de contas, onde estão tantos deficientes aos quais vocês se referem? Respondi a ele: “ — Secretário, atravesse a rua e entre naquela escola situada logo à nossa frente, e o senhor os encontrará, embora na grande maioria dos casos eles não tenham sido identificados como tal. Possivelmente estarão com diagnósticos como TDAH, Dislexia, Problemas Comportamentais etc. Se não pensarmos que essa condição existe, que é frequente e é passível de diagnóstico a partir de protocolos de diagnóstico adequados, eles continuarão Invisíveis no que tange às suas características e necessidades.
15 de setembro de 2023
Em anos recentes passamos por várias situações que levaram à implementação de consultas médicas online. Evidentemente, uma das causas que podemos identificar foi a pandemia da Covid-19 que fez com que, por vários meses, tivéssemos que evitar o contato com outras pessoas, o que dificultou ou impediu que as pessoas fossem aos consultórios médicos. Por outro lado, tivemos também o grande desenvolvimento tecnológico que permitiu o acesso à internet de grande parte da população bem como o uso crescente desse modo de comunicação. Dessa forma, vários profissionais da saúde passaram a oferecer a possibilidade de consultas online. Porém, ao menos em minha opinião, ainda que em algumas circunstâncias esse tipo de atendimento possa atender aos critérios de algum tipo de diagnóstico ou de prescrição de algum método de tratamento, essa forma de atendimento não é a ideal. Concordo que, em alguns casos, consultas online possam ser efetivas. Como exemplo posso citar terapias em que paciente e terapeuta possam, por meio de conversas online, identificar problemas e discutir possíveis soluções; casos em que uma imagem compartilhada online por si só leve ao diagnóstico (como em determinadas lesões cutâneas); e em casos de interpretação de algum exame de laboratório ou de imagem. No caso de profissionais que dependem de uma avaliação em profundidade do desenvolvimento de uma criança, parece-me imprescindível que haja um ou mais contatos pessoais, na medida em que é fundamental que o profissional da saúde possa avaliar a interação da criança com seus acompanhantes e com ele mesmo, observar como a criança brinca com vários objetos e brinquedos que lhe serão ofertados, como ela se comunica, como entende e participa das brincadeiras e, finalmente, mas não menos importante, quais os dados que podem ser obtidos pelo exame físico. Pelo que foi aqui exposto, acho que fica claro por que, em especialidades como a minha – Neuropediatria, consultas online não são indicadas, exceto em caso de um paciente já conhecido que necessite apenas de uma atualização pontual.
15 de setembro de 2023
É obrigatório que o profissional da saúde que atenda a um paciente forneça a ele ou aos seus responsáveis um relatório (laudo) informando o procedimento realizado e as suas conclusões, citando as hipóteses diagnósticas ou a certificação do diagnóstico bem como as sugestões referentes aos exames eventualmente solicitados e o tratamento proposto. De alguns poucos anos para cá, a emissão desses laudos tem se tornado uma verdadeira saga, fazendo que boa parte do tempo dos profissionais seja dedicada a sua confecção. Os familiares dos pacientes têm, cada vez mais, “sugerido” como os relatórios devem ser escritos; os planos de saúde têm proposto formas de relatório que se adequam às suas finalidades; e os advogados (a judicialização da saúde tem se tornado cada vez mais frequente) propõem aos médicos modelos de relatório que se assemelham muito mais a peças jurídicas do que a relatórios médicos habituais.  Na verdade, continuo a emitir relatórios sintéticos que contemplam todas as informações necessárias, deixando para os advogados a tarefa (para as quais são contratados e remunerados) de construir uma peça jurídica convincente que permita a seus clientes sucesso na tentativa de obter o melhor programa de intervenção.
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